O trabalho da Cie Névé se inscreve em um diálogo constante com o mundo íntimo, sutil, singular e universal. Da vídeo-dança ao palco, cada obra é uma exploração: uma pesquisa sensível sobre a maneira como o corpo, o espaço e o vivo interagem e nos transformam.

Mergulhar, dançar, estar em relação. Ir dançar em creches com os bebês, em abrigos e casas maternas. Dançar em instituições com pessoas no espectro autista — crianças, adolescentes, adultos — e também nas escolas.

Criar, imaginar, brincar, sentir prazer, surpreender, às vezes desconcertar. Dançar.

“Há uma parte de loucura nesse desejo ardente por algo belo.”
— Hayao Miyazaki

Névé, quem é?

A Névé asbl foi criada por Elodie Paternostre em dezembro de 2014.

Atualmente, o conselho administrativo da Névé é composto por Jerry Mboko Vutal e Jane Counet.

Biografia de Elodie Paternostre

Élodie é bailarina e coreógrafa, formada em pedagogia da expressão corporal pelo Instituto de Rítmica Jaques-Dalcroze, na Bélgica. Em seguida, aprofunda sua prática de dança em Vancouver, Montreal e Bruxelas. Formou-se também em acompanhamento do desenvolvimento infantil, do nascimento à marcha, com as cadeias musculares GDS. Mantém uma pesquisa regular em torno do Axis Syllabus e de outras práticas corporais (capoeira, yoga, Authentic Movement, watsu) e obteve, em 2025, um certificado em pedagogia perceptiva e fascia-dance.

Ela realizou diversos curtas-metragens de dança selecionados em festivais internacionais, nos quais desenvolve um universo singular que combina dança e imersão em ambientes externos. Em 2021, cria Ruina!, espetáculo intergeracional que reúne crianças, adultos e músicos em torno da pulsão de destruição. Em seguida, desenvolve Litoral, uma pequena forma, trio intergeracional feminino criado na e com a praia de Aracaju, explorando os momentos de passagem entre o nascimento e a morte. Em 2023, impulsiona o projeto coletivo S’enforester, com a intenção de compartilhar imersões de criação na floresta com artistas de diferentes disciplinas.

Em 2024, inicia uma pesquisa coreográfica in situ em ambiente escolar, questionando o lugar do corpo na escola e o sentido das regras, limites e do convívio coletivo. Qual é o sentido das regras? Todas devem ser seguidas?

Em 2025, funda o coletivo Amarè, dedicado à criação artística e à relação com o rio Vasa Baris, em Santa Maria, com a ambição de criar um espaço de residência artística à beira do rio. O coletivo organiza o festival Marè Viva, reunindo populações locais e artistas em torno da defesa dos manguezais ameaçados por um projeto imobiliário. Élodie também integra, em 2026, o coletivo MUM (Mulheres, Artistas e Mães), ligado à UFS (Universidade Federal de Sergipe).

Paralelamente, desde 2009, atua em oficinas para pessoas no espectro autista com a companhia Mossoux-Bonté. Ela também dança em creches, com e para bebês, e desenvolve projetos escolares. Artista associada à Ekla desde 2015.

Ela divide sua vida entre a Bélgica (Famenne-Ardenne) e o Brasil (Sergipe, Areia Branca).

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